Estudo Bíblico


Um ministério especial



Colossenses 4.18
Introdução
" Em Colossenses, Paulo ressalta a Cristo como cabeça da igreja.
" Contestar erros doutrinários que surgiam da mescla de ensinos do judaísmo com a especulação oriental e filosófica. Estas heresias tendiam a obscurecer a glória divina de Cristo.
" Dos muitos temas uma que mais ressalta é sobre a sobre a autoridade de Jesus Cristo. Quer dizer, nós examinaremos o controle completo que Jesus tem sobre o universo que Ele fez, especialmente a soberania que Ele tem sobre todos os seus habitantes. Há dois tipos de pessoas que vivem neste universo. Há as pessoas que desafiam autoridade de Jesus, e há as pessoas que de boa vontade submetem-se à autoridade Dele.
Transição
O apóstolo Paulo nos deu exemplo de uma pessoa que se submete à vontade Deus. Nós que conhecemos um pouco sobre a sua vida através daquilo que foi narrado nas Escrituras temos a aprender com o seu testemunho. Vejamos algumas destas lições preciosas.
1. As tribulações da vida
a. Passaremos por tribulações durante a vida.
b. A história do cristianismo é uma história heróica de homens e mulheres que deram as suas vidas em favor da causa do evangelho. Nunca na história se encontrou um outro movimento que levasse tantas pessoas a morrerem por um homem - Jesus Cristo. Tertuliano disse: "O sangue dos mártires é a sementeira da igreja".
c. Vejamos alguns exemplos:
i. Estêvão
1. O primeiro mártir da fé cristã
2. Atos 7:54-60 nos mostra um homem sereno em face da morte. Uma renuncia sua naquele momento salvaria sua vida.
3. "Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus" (55-56).
4. "E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito" (59).
ii. Paulo
1. Ele foi avisado bem no dia da sua conversão das tribulações que se seguiriam na sua jornada cristã. "Disse-lhe, porém, o Senhor (Ananias): Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome" (9.15-16).
2. "Eu estou na cadeia agora por pregar a mensagem como embaixador de Cristo, todavia, ore para que eu continue a pregar com coragem aquilo que eu devo falar" Ef. 6.20
3. Ele participava dos sofrimentos de Cristo. E ele tinha esta consciência:
a. Atos 20.23: "... senão que, em todas as cidades, o Espírito Santo me avisa que prisões e sofrimentos me esperam".
b. Filipenses 3.10: "... Quero conhecer a Cristo, o poder de sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte".
2. Solidariedade nas tribulações
a. Ao passarmos pelas tribulações durante a vida nós precisamos dos outros
i. 2Timóteo 1.8: "Portanto, não se envergonhe de testemunhar do Senhor, nem de mim que sou prisioneiro dele, mas suporte comigo os sofrimentos pelo evangelho, segundo o poder de Deus...". 2Timóteo 2.3: "Suporte comigo os sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus".
b. Lembrar das pessoas que sofrem por causa de Cristo. "Minhas cadeias" - é algo dele, Paulo. Todavia, quando ele sofre todos sofrem com ele.
i. No Séc. 20 mais pessoas foram martirizadas por causa da fé cristã do que todos os outros séculos juntos.
ii. Na Coréia do Norte nos campos de concentração, os cristãos aprisionados cantam hinos enquanto são massacrados, levados para tortura com choque elétrico, alguns morrem quando são derramados sobre eles ferro derretido.
c. Cristianismo de Alto Risco, é um livro que narra a perseguição aos cristãos em 52 países do mundo, escrito por Johan Companjen e Justin Long.
i. Johan Companjen mostra que, ao contrário do que muitos imaginam, a perseguição não está limitada aos países islâmicos, nem se restringe a atos ou sanções governamentais. Países tão distintos como Cuba e Nepal possuem altos índices de perseguição religiosa, enquanto nações de tradição cristã, como o México e o Peru, apresentam casos e relatos perturbadores. Em alguns países, a postura mais tolerante do governo contrasta com a discriminação religiosa exercida pela família e pela sociedade. É o que acontece no Tadjiquistão, onde Zarina, uma jovem cristã, foi espancada e ameaçada de morte pelo próprio pai. Em outras nações, as igrejas padecem nas mãos de guerrilheiros e criminosos. Os irmãos colombianos Fausto e Mário foram assassinados depois de trocarem a violenta atividade paramilitar pela distribuição de Bíblias entre guerrilheiros e milicianos. Muitos relatos de perseguição ao cristianismo são de fato provenientes de países islâmicos. Em 2001, oito cristãos estrangeiros foram presos acusados de pregar o Evangelho no Afeganistão. No mesmo ano, o Paquistão assistiu a uma chacina que resultou na morte de 16 cristãos que participavam de um culto protestante. A Arábia Saudita, por sua vez, apresenta os maiores índices de discriminação aos cristãos, enquanto o Sudão é palco de grandes atrocidades, que incluem até a escravização daqueles que decidem seguir a Jesus Cristo.
d. O Missão Portas Abertas classificou os 15 países onde a fé cristã é mais perseguida: Arábia Saudita, Coréia do Norte, Laos, Afeganistão, Turcomenistão, China, Vietnã, Butão, Irã, Paquistão, Maldivas, Somália, Norte do Sudão, Comores e Uzbequistão. Ainda segundo a missão, "mais de duzentos milhões de cristãos enfrentam intensa perseguição neste momento. Mais de 250 milhões sofrem alguma forma de discriminação, sendo os governos comunistas e alguns regimes islâmicos os responsáveis mais flagrantes. O problema está espalhando-se pelo mundo todo rapidamente".
e. "Um dia desses, uma colega perguntou a um dos líderes da igreja da Indonésia o que os cristãos brasileiros poderiam fazer por eles. A resposta foi: \'Orem por nós, para que não envergonhemos ao Senhor Jesus Cristo.\' Nós, cristãos que desfrutamos de liberdade, temos uma dívida moral com a Igreja Perseguida. No mínimo, temos de nos colocar na brecha da intercessão" (Ariovaldo Ramos).
f. Sejamos solidários com os que sofrem por causa do ministério de Cristo.
3. As tribulações não destroem o nosso ministério
a. "A graça seja convosco"
b. Paulo ainda tem forças, mesmo nesta situação, para não olhar apenas para os seus sofrimentos, mas para abençoar a vida dos outros.
i. 2Coríntios 1.5: "Pois assim como os sofrimentos de Cristo transbordam sobre nós, também por meio de Cristo transborda a nossa consolação". 2Coríntios 1.6: "Se somos atribulados, é para consolação e salvação de vocês; se somos consolados, é para consolação de vocês, a qual lhes dá paciência para suportarem os mesmos sofrimentos que nós estamos padecendo".
ii. 1 Pedro 5.9: "Resistam-lhe, permanecendo firmes na fé, sabendo que os irmãos que vocês têm em todo o mundo estão passando pelos mesmos sofrimentos".
c. As tribulações nos capacitam para um ministério muito mais eficaz
d. As tribulações nos levam a compreender que fomos achados dignos de padecermos pelo nome de Jesus: "... pois a vocês foi dado o privilégio de não apenas crer em Cristo, mas também de sofrer por ele, já que estão passando pelo mesmo combate que me viram enfrentar e agora ouvem que ainda enfrento (Fp 1.29-30)".
e. Este é um privilégio que muitos de nós deveriam buscar.
Conclusão
Tribulação quer dizer ser apertado pelos dois lados.
Na carta ao anjo da igreja a Esmirna Jesus disse duas coisas aos que estavam sofrendo tribulações: Não temas e sê fiel.



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